14 passos, 58 fios. Feito para quem nunca montou
um painel: cada passo diz o que fazer, quais fios passar e como saber que
deu certo antes de ir para o próximo.
A bancada não é um painel menor.
É um painel com as partes perigosas trocadas por partes que acendem. Não há gás,
não há 380 V e não há motor — tudo funciona em 24 V, que não dá choque. O pior que
acontece com um fio trocado é queimar uma entrada do CLP, e mesmo isso os passos
abaixo evitam.
Antes de tudo: o que é a "malha de segurança"
Este é o conceito que o painel inteiro existe
para servir, e vale entender antes de encostar num fio. Ele é bem mais simples do
que o nome sugere.
Sete dispositivos ligados em fila. A
corrente entra num, sai dele, entra no próximo, e assim por diante. Só depois de
atravessar os sete é que ela chega no contator do queimador e na válvula de gás.
Todos fechados: a corrente passa e o gás é liberado. Repare que
o queimador está no FIM da fila, não no começo.
Agora veja o que acontece quando um deles
abre — qualquer um, não importa qual:
O detector de gás abriu, e a corrente para ali. Tudo o que vem
depois fica sem energia: o contator solta e a válvula fecha. Não houve decisão, não
houve programa, não houve espera — é o mesmo que cortar um fio.
Por que isso é o coração do produto
Repare no que não aparece nos dois desenhos: o CLP. Ele não está na fila.
A saída do CLP entra depois dos sete, em série com eles. Isso quer dizer que
o software consegue negar calor — basta ele não fechar a saída — mas
nunca concedê-lo sozinho. Se o programa travar, se o CLP queimar, se alguém
gravar um ladder errado, se um invasor mandar comando pelo aplicativo: qualquer um
dos sete contatos aberto continua cortando o gás, porque a corrente simplesmente
não passa por um contato aberto.
É isso que permite vender uma estufa a gás com aplicativo no celular sem assumir
risco. E é isso que a chave -S9 da bancada representa:
ela faz o papel dos sete, para você ver o efeito sem precisar de gás nenhum.
O que a chave -S9 NÃO é
Ela não é uma malha de segurança — é uma chave que imita o resultado de uma. Na
bancada isso basta, porque o que se está validando é o software. Na estufa de
verdade, cada um dos sete é um dispositivo físico independente, capaz de cortar o
gás sozinho, e a validação deles é feita no painel montado, um por um, com o
registro de gás fechado.
Esquema de ligação
Para montar, imprima. Na tela o desenho encolhe para caber inteiro; o tamanho de leitura é o impresso — A3 paisagem, duas folhas, que a própria página já separa ao imprimir. No papel os números de anilha ficam legíveis a olho nu.
Localize o borne pela ETIQUETA do CLP, nunca contando a posição no desenho
O esquema abaixo agrupa os bornes por função, para os fios não se cruzarem —
não é a ordem física da régua. No desenho o X16 e o
X17 aparecem logo depois do X1, e os bornes que a
bancada não usa (X5, X13, X14,
X15, C3, Y10 a Y13) nem
aparecem. Quem contar terminais da esquerda para a direita erra o alvo.
Ordem física do DVP-28SV11R2, que é a que está impressa no equipamento: entradas S/S X0 X1 X2 X3 X4 X5 X6 X7 S/S
X10 X11 X12 X13 X14 X15 X16 X17 saídas C0 Y0 Y1
C1 Y2 Y3 C2 Y4 Y5 Y6 Y7 C3 Y10 Y11 Y12 Y13
Repare que depois do X7 vem o X10: a numeração é
octal, não decimal. Não existe X8 nem X9.
Todos os fios num desenho só. O +24 V corre em cima e o 0 V
embaixo; tudo o que consome fica entre os dois. Cada trecho leva o número do fio
num disco — o mesmo número da anilha e o mesmo da lista de cada passo, para você
conferir os três sem traduzir nada.
Repare no fio 29. Ele sai da chave -S9 e alimenta
o comum C0 das saídas do queimador. É por isso que abrir
aquela chave apaga o sinaleiro -H1sem o CLP participar
da decisão — a mesma regra que, na estufa, faz sete dispositivos em série
cortarem o gás sozinhos.Esquema de ligação — folha 1 de 2: comando e segurança.
O barramento de +24 V, a régua, as botoeiras, o cogumelo em série com a chave da
malha, e o CLP com o módulo de termopar encaixado. Os fios que descem pela borda
de baixo continuam na folha 2, na mesma posição horizontal.Esquema de ligação — folha 2 de 2: saídas, sinaleiros e medição.
Os dois relés de interface, a seletora Manual/Automático, os seis sinaleiros, o
controlador de temperatura com o próprio termopar, o conversor RS-485, o notebook
e o barramento de 0 V. As duas folhas se sobrepõem de propósito: os relés
aparecem nas duas.
Como fica a base
Em cima, no trilho, o que é eletrônica; embaixo, o que a mão
encosta. Botoeiras à esquerda, sinaleiros à direita na mesma ordem das saídas do
CLP — assim, quando um acende, você sabe qual saída foi sem consultar tabela.
O que cada botão faz e o que cada luz mostra
Com a bancada montada, é isto que você tem nas
mãos. Nenhum destes comandos aciona gás, motor ou tensão de rede — tudo aqui é 24 V
e lâmpada.
-S0Botão de emergência
Eu façoSoco o cogumelo. Para rearmar, giro no sentido da seta.
Eu vejoO -H1 apaga na hora, exatamente como se a chave -S9 tivesse sido aberta. Ele e a -S9 estão EM SÉRIE: qualquer um dos dois corta sozinho, e os dois precisam estar fechados para passar. É a malha de segurança em miniatura, com dois elementos em vez de sete.
-S1Botoeira verde — iniciar
Eu façoAperto e solto.
Eu vejoO ciclo começa: acendem o -H2 e o -H3 (os dois motores) e o -H4, a luz verde da torre. Na estufa de verdade, é isso que dá partida na cura.
-S2Botoeira vermelha — parar
Eu façoAperto e solto.
Eu vejoO ciclo encerra de forma controlada: o -H1 apaga primeiro (para o gás) e os motores continuam mais um tempo, resfriando. Não é emergência — para corte imediato existe a chave de segurança.
-S3Botoeira amarela — reconhecer
Eu façoAperto e solto quando há alarme.
Eu vejoA luz vermelha -H6 para de piscar. Mas só apaga de vez se a causa já tiver normalizado — alarme cuja causa persiste não se apaga apertando botão, e isso é proposital.
-S8Chave Local / Remoto
Eu façoGiro entre LOCAL e REMOTO, e deixo nessa posição.
Eu vejoNada muda na bancada. O efeito aparece no aplicativo: em LOCAL, ele recusa qualquer comando. É a trava física contra alguém ligar o queimador pelo celular com a estufa aberta em manutenção.
-S9Chave que simula a malha de segurança
Eu façoGiro para ABERTA e deixo.
Eu vejoO -H1 apaga na hora, e no aplicativo aparece alarme. Girando de volta, o -H1 só volta se o ciclo ainda pedir calor. É a chave mais importante da bancada: ela demonstra a regra do projeto inteiro.
-A5Controlador de temperatura
Eu façoAjusto o setpoint nos botões e aqueço o termopar com a mão.
Eu vejoO display mostra a temperatura subindo. Ao passar do setpoint, o contato dele abre e o -H1 apaga — sem o CLP participar. É o mostrador que nunca apaga, mesmo com todo o resto desligado.
-R1Termopar tipo K
Eu façoSeguro a ponta na mão, ou encosto num copo de água quente.
Eu vejoA leitura no controlador sobe. Se DESCER, os dois fios estão invertidos — inverta e pronto.
-R2Termopar tipo K — do CLP
Eu façoEncosto a ponta na mesma água quente que o -R1.
Eu vejoO número sobe no aplicativo, não no controlador. São dois termopares independentes medindo o mesmo ponto: um manda no queimador, o outro só informa. Se os dois discordarem muito, um deles está errado — e é essa comparação que o certificado de cura promete.
-S10Chave Manual / Automático
Eu façoGiro entre AUTO e MANUAL.
Eu vejoEm AUTO, quem acende o -H1 é o CLP. Em MANUAL, é o controlador -A5, olhando o próprio termopar. Desligue o CLP com a chave em MANUAL: o -H1 continua funcionando. É a promessa do painel híbrido, demonstrável em dez segundos.
-H1Sinaleiro âmbar — queimador
Esta luz dizAcende quando alguém está pedindo calor — o CLP em AUTO, ou o controlador em MANUAL. Na estufa, esta luz é o contator do queimador e a válvula de gás abrindo.
-H2Sinaleiro verde — ventilador
Esta luz dizVentilador de recirculação ligado. Na estufa, é o motor que circula o ar quente dentro da câmara.
-H3Sinaleiro verde — exaustor
Esta luz dizExaustor ligado. Na estufa, é o motor que tira o ar da câmara pela chaminé.
-H4Sinaleiro verde — torre
Esta luz dizTorre verde: ciclo correndo normal. Do outro lado do galpão, é o que diz que está tudo bem sem ninguém precisar chegar perto.
-H5Sinaleiro amarelo — torre
Esta luz dizTorre amarela: algo saiu do esperado mas o ciclo continua — filtro sujando, rampa demorando mais que o normal.
-H6Sinaleiro vermelho — torre
Esta luz dizTorre vermelha: alarme. Na estufa acompanha a sirene, e o aplicativo manda notificação no celular.
As peças, e o que cada uma representa
-T1Fonte 24 V DC
2 A · trilho DIN
No painel de verdade é a fonte de 5 A do painel — na bancada não há bobina, então 2 A sobra.
LNPEV+V-
Ajuste a saída em 24,0 V no trimpot ANTES de ligar o CLP. Fontes saem de fábrica entre 23 e 26 V, e o extremo alto encurta a vida das entradas.
-X1Bornes de distribuição
10 bornes de 6 mm² com duas pontes de 5
No painel de verdade é a régua -X24 do painel.
12345678910
Dois grupos fisicamente separados: 1 a 5 em bornes vermelhos (+24 V) e 6 a 10 em bornes pretos (0 V), com placa separadora entre eles. Um fio de 0 V no borne 5 é curto direto na fonte.
-A1CLP Delta
DVP-28SV11R2
No painel de verdade é ele mesmo — é o que se quer validar.
Grave e teste o programa com o CLP na bancada, com quatro lados acessíveis. No painel ele fica com um só.
-A6Módulo de termopar
Delta DVP-04TC-S · 4 canais tipo K
No painel de verdade é ele mesmo — é por ele que o CLP enxerga a temperatura, e sem ele o aplicativo não tem número nenhum para mostrar.
L+L-SLDCH1+CH1-CH2+CH2-CH3+CH3-CH4+CH4-
Ele encaixa no barramento lateral do CLP, que leva os DADOS — mas a alimentação é à parte: L+ e L- em 24 VDC, conforme a folha da Delta (POWER INPUT 24Vdc 2W). O barramento de expansão do lado direito do CLP e se alimenta por ali. Se você procurar por onde ligar 24 V, não vai achar — está certo.
-A3Conversor RS-485
Electools ECD-1004
No painel de verdade é ele mesmo — vai para o painel depois.
T+/AT-/BGNDUSB
Se der timeout no primeiro teste, inverta T+/A com T-/B antes de qualquer outra coisa. A Delta chama de D+ e D−, e não há garantia de que correspondam.
-A4Notebook
qualquer um com duas portas USB
No painel de verdade é o servidor do painel — na bancada ele faz três papéis ao mesmo tempo: grava o CLP, roda o gateway Modbus e serve o aplicativo.
USBPROG
São DOIS cabos diferentes e não se substituem. O de programação grava o programa; o do conversor carrega o Modbus. Com só um deles, metade da bancada não funciona.
-S0Botão de emergência
Cogumelo Ø22 com trava · contato NF
No painel de verdade é o cogumelo -S1 da porta do painel, que é o primeiro dos sete dispositivos da malha de segurança.
1112
Use o bloco de contato NF (marcado 11-12), nunca o NA. Com o NA, apertar o cogumelo LIGARIA o circuito — e um fio partido deixaria de cortar. É por isso que toda segurança se faz com contato normalmente fechado.
-S1Botoeira verde — iniciar
Ø22, contato NA
No painel de verdade é a botoeira -S12 da porta.
1314
-S2Botoeira vermelha — parar
Ø22, contato NF
No painel de verdade é a botoeira -S13 da porta.
2122
Contato NF: em repouso ele conduz, e X1 fica em 1. Se X1 estiver em 0 com o botão solto, o contato é NA e está errado.
-S3Botoeira amarela — reconhecer
Ø22, contato NA
No painel de verdade é a botoeira -S14 da porta.
1314
-S8Chave Local / Remoto
Seletora Ø22, 2 posições
No painel de verdade é a chave -S2 da porta — uma das quatro travas do comando remoto.
1314
-S9Chave que simula a malha de segurança
Seletora Ø22, 2 posições
No painel de verdade é os SETE dispositivos em série da estufa — limitador, detector de gás, incêndio, pressostatos, chama e emergência.
1314
ESTA CHAVE NÃO É UMA MALHA DE SEGURANÇA. Ela existe para o CLP ver o mesmo estado que veria na estufa. Na estufa são sete dispositivos em série, cada um capaz de cortar o gás sozinho, sem passar por software nenhum.
-K1Relé de interface — gás
bobina 24 V DC · soquete para trilho
No painel de verdade é o relé -K20 do painel, que fica entre a saída do CLP e o contator.
A1A21314
Ele existe para provar que DUAS saídas do CLP precisam concordar antes de liberar gás: a Y0 pede calor, a Y1 dá a permissiva, e só as duas juntas fecham o caminho. Uma saída a relé colada sozinha não consegue acender nada.
-K2Relé de interface — motor
bobina 24 V DC · soquete para trilho
No painel de verdade é o relé -K21 do painel, que aciona a bobina do contator do ventilador.
A1A21314
Repare que o +24 V do contato vem da RÉGUA, não da saída do CLP. É assim no painel: a saída do CLP carrega só a bobina do relé, e a corrente do motor nunca passa por dentro dele. O clique que se ouve é o relé — vale escutar.
-A5Controlador de temperatura
Novus N1040 · versão 24 V
No painel de verdade é ele mesmo — é a peça que faz a estufa produzir com o CLP desligado, e sem ela o modo manual não existe.
24V0VTC+TC-OUT-COUT-NA
Peça a versão de 24 V. Com a de 220 V, a bancada passaria a ter tensão de rede na frente, onde a mão encosta — e o mesmo vale no painel de verdade.
-R1Termopar tipo K
ponta inox · cabo compensado
No painel de verdade é o termopar de zona 1 da estufa.
+-
Na bancada, aqueça a ponta com a mão e veja a leitura subir. Se DESCER, os dois fios estão invertidos — é o erro mais comum com termopar, e a cor dos terminais não é confiável para decidir.
-R2Termopar tipo K — do CLP
ponta inox · cabo compensado
No painel de verdade é o mesmo ponto de medição da estufa, lido pelo caminho digital em vez do analógico.
+-
Não emende com fio de cobre comum. Termopar exige cabo compensado do mesmo tipo até o borne; qualquer trecho de cobre no meio inventa uma junta nova e a leitura sai errada sem dar sintoma nenhum.
-S10Chave Manual / Automático
Seletora Ø22, 2 posições
No painel de verdade é a chave -S3 da porta do painel.
12C
Ela escolhe QUEM comanda, nunca se a segurança atua. Os dois caminhos passam pela mesma chave de segurança — na bancada e na estufa.
-H1Sinaleiro âmbar — queimador
LED 24 V, Ø22
No painel de verdade é o contator -K1 e a solenoide de gás.
+-
Este é o sinaleiro que prova a regra do projeto: ele só acende com a chave -S9 fechada, porque o comum C0 passa por ela. O CLP pode negar calor, nunca concedê-lo sozinho.
-H2Sinaleiro verde — ventilador
LED 24 V, Ø22
No painel de verdade é o contator -K2 do motor de recirculação.
+-
-H3Sinaleiro verde — exaustor
LED 24 V, Ø22
No painel de verdade é o contator -K3 do exaustor.
+-
-H4Sinaleiro verde — torre
LED 24 V, Ø22
No painel de verdade é a lâmpada verde da torre -H1.
+-
-H5Sinaleiro amarelo — torre
LED 24 V, Ø22
No painel de verdade é a lâmpada amarela da torre.
+-
-H6Sinaleiro vermelho — torre
LED 24 V, Ø22
No painel de verdade é a lâmpada vermelha da torre e a sirene.
+-
Passo a passo
1
Prepare a base
20 min
Uma tábua de compensado, uma chapa ou o fundo de uma maleta de ferramenta. Parafuse 50 cm de trilho DIN na horizontal, na metade de cima, e deixe a metade de baixo livre para as botoeiras e sinaleiros.
Terminou quandoTrilho firme, sem rebarba de corte
2
Encaixe o que vai no trilho
15 min
Da esquerda para a direita: fonte -T1, régua -X1, CLP -A1, os dois relés -K1 e -K2 nos soquetes, e o conversor -A3. Deixe dois dedos de folga entre a fonte e o CLP — a fonte esquenta.
AtençãoO módulo de termopar -A6 NÃO vai no trilho ao lado: ele encaixa na lateral direita do próprio CLP, no conector de expansão, com o CLP DESENERGIZADO. Encaixar com tensão danifica o barramento dos dois.
Terminou quandoTudo travado no trilho, sem folga lateral
3
Fure a base e monte a frente
45 min
Furos de Ø22 para o cogumelo, as três botoeiras, as três chaves e os seis sinaleiros. Agrupe por função: cogumelo isolado à esquerda, botoeiras em seguida, chaves no meio, sinaleiros à direita, na mesma ordem das saídas do CLP.
AtençãoSe a base for de madeira, fure com serra copo e lixe a borda: rebarba de madeira solta pó dentro dos contatos.
Terminou quandoTreze furos, tudo apertado e sem girar
4
Ponte a régua de bornes
10 min
Use bornes de cores diferentes: vermelhos para 1 a 5 (+24 V) e pretos para 6 a 10 (0 V). Ponte cada grupo entre si com pente, e encaixe uma placa separadora entre o borne 5 e o 6. Com cor e placa, o borne errado deixa de ser alcançável — não é preciso lembrar de nada.
AtençãoUm fio de 0 V no borne 5 é curto direto na fonte. Não conte com marca de caneta para lembrar disso às onze da noite: a placa separadora e a cor do borne resolvem sozinhas, e custam poucos reais. Onde dá para tornar o erro impossível, aviso escrito é a defesa mais fraca que existe.
Terminou quandoContinuidade entre 1 e 5, e entre 6 e 10. Nenhuma entre 5 e 6 — e a placa separadora encaixada entre os dois grupos
5
Alimentação
25 min
Fios 1 a 6. Um cabo com plugue vai da tomada até L, N e PE da fonte. Da fonte para a régua, e da régua para o CLP e o conversor.
Fio
De
Para
Cor
Observação
1
-T1V+
→
-X11
vermelho
Saída da fonte para a régua
2
-T1V-
→
-X16
preto
3
-X12
→
-A124V
vermelho
Alimenta o CLP
4
-X17
→
-A10V
preto
5
-X17
→
-A1S/S ×2
preto
Vai no 0 V, não no +24 V — e nos DOIS bornes S/S (ponte entre eles). As botoeiras entregam +24 V no borne X; o comum precisa ficar no polo contrário para a corrente atravessar o optoacoplador. Com os dois no +24 V nenhuma entrada funciona — e o sintoma parece defeito do CLP
6
-X17
→
-A3GND
preto
Referência do RS-485
AtençãoO fio 5, do 0 V ao borne S/S, é o mais esquecido da bancada — e o mais fácil de ligar no borne errado. Sem ele, ou com ele no +24 V, NENHUMA entrada funciona, e o sintoma parece CLP com defeito: o CLP comunica, aciona as saídas e ignora as dezesseis entradas.
A regra: o S/S e as botoeiras ficam em polos OPOSTOS. Aqui as botoeiras trazem +24 V, então o S/S vai no 0 V. Revisão 1 deste desenho mandava o S/S para o +24 V — estava errado, e o erro só aparece na bancada montada.
E são DOIS bornes S/S no DVP-28SV11R2, um para cada grupo de oito entradas: o primeiro serve X0 a X7, o segundo serve X10 a X17. Ponte entre os dois e um fio só até o 0 V. Ligar apenas um deixa oito entradas mudas — e meia bancada funcionando é sintoma que se persegue por horas achando que é programa.
Terminou quandoCom a fonte ligada e o CLP ainda desconectado: 24,0 V entre -X1:1 e -X1:6
6
Botoeiras e chaves
30 min
Fios 10 a 17. Cada botoeira recebe +24 V do borne -X1:3 e devolve para a entrada do CLP.
Fio
De
Para
Cor
Observação
10
-X13
→
-S113
vermelho
11
-S114
→
-A1X0
vermelho
Iniciar ciclo
12
-X13
→
-S221
vermelho
13
-S222
→
-A1X1
vermelho
Parar ciclo — contato NF
14
-X13
→
-S313
vermelho
15
-S314
→
-A1X17
vermelho
Reconhecer alarme
16
-X13
→
-S813
vermelho
17
-S814
→
-A1X16
vermelho
Chave em REMOTO
AtençãoA botoeira vermelha é NF: em repouso ela conduz, e X1 fica aceso. Se estiver apagado com o botão solto, você pegou um contato NA.
Terminou quandoCada botão acende o LED da SUA entrada no CLP. Se o botão de X0 acende X1, a fiação está trocada
7
A malha de segurança em miniatura
35 min
Fios 18 e 20 a 29. Repare na ordem: o +24 V do borne -X1:3 entra no cogumelo -S0 (fio 18), sai dele e só então entra na chave -S9 (fio 20). Isso é ligar EM SÉRIE — a corrente atravessa um, depois o outro. Da saída da -S9 partem as oito entradas de segurança em paralelo E o comum C0 das saídas do queimador; é o fio 29 que reproduz a regra do projeto.
Fio
De
Para
Cor
Observação
18
-X13
→
-S011
vermelho
Alimenta o cogumelo de emergência
20
-S012
→
-S913
vermelho
EM SÉRIE: o +24 V atravessa primeiro o cogumelo e só depois chega na chave. Qualquer um dos dois aberto corta tudo o que vem adiante — é isto que a palavra "malha" quer dizer
21
-S914
→
-A1X2
vermelho
Emergência
22
-S914
→
-A1X3
vermelho
Porta fechada
23
-S914
→
-A1X4
vermelho
Chama detectada
24
-S914
→
-A1X6
vermelho
Pressostato de gás
25
-S914
→
-A1X7
vermelho
Pressostato de ar
26
-S914
→
-A1X10
vermelho
Termostato limitador
27
-S914
→
-A1X11
vermelho
Detector de gás
28
-S914
→
-A1X12
vermelho
Central de incêndio
29
-S914
→
-A1C0
vermelho
O MESMO fio alimenta o comum de Y0 e Y1. É isto que reproduz a regra do projeto: abrir a chave apaga o sinaleiro do queimador sem o CLP participar
AtençãoDois em série ainda não são uma malha de segurança: na estufa são sete dispositivos, cada um capaz de cortar o gás sozinho. Mas o princípio é exatamente este, e aqui dá para sentir com a mão.
Terminou quandoCom o cogumelo solto E a chave fechada, as oito entradas acendem juntas. Apertando SÓ o cogumelo, apagam todas. Soltando e abrindo SÓ a chave, apagam de novo — cada um corta sozinho
8
Comuns das saídas e sinaleiros
40 min
Fios 30 a 51. Os comuns C1 e C2 vêm direto da régua; o C0 já veio da chave de segurança no passo anterior. Cada saída vai ao seu sinaleiro, e o retorno de todos volta ao borne -X1:8.
Fio
De
Para
Cor
Observação
30
-X14
→
-A1C1
vermelho
Comum de Y2 e Y3
31
-X14
→
-A1C2
vermelho
Comum de Y4 a Y7
41
-X18
→
-H1-
preto
43
-X18
→
-H2-
preto
44
-A1Y3
→
-H3+
vermelho
Exaustor
45
-X18
→
-H3-
preto
46
-A1Y4
→
-H4+
vermelho
Torre verde
47
-X18
→
-H4-
preto
48
-A1Y5
→
-H5+
vermelho
Torre amarela
49
-X18
→
-H5-
preto
50
-A1Y6
→
-H6+
vermelho
Torre vermelha
51
-X18
→
-H6-
preto
Terminou quandoForçando cada saída pelo WPLSoft, acende o sinaleiro correspondente
9
Os dois relés de interface
30 min
Fios 52 a 59. Aqui está o hábito que separa painel amador de painel industrial: a saída do CLP nunca alimenta a carga, só a bobina de um relé — e é o contato desse relé que carrega a corrente. O -K1 fica no caminho do gás e o -K2 no caminho do motor.
Fio
De
Para
Cor
Observação
52
-A1Y1
→
-K1A1
vermelho
A permissiva da solenoide aciona a bobina. Sem a Y1 ligada, o pedido de calor da Y0 não chega em lugar nenhum
53
-X18
→
-K1A2
preto
54
-A1Y0
→
-K113
vermelho
Pedido de calor entra no contato
55
-K114
→
-S101
vermelho
Caminho AUTOMÁTICO — só passa com Y0 E Y1 ligadas ao mesmo tempo
56
-A1Y2
→
-K2A1
vermelho
A saída do CLP carrega só a bobina
57
-X18
→
-K2A2
preto
58
-X14
→
-K213
vermelho
O +24 V do contato vem da RÉGUA, não da saída — no painel é a corrente do motor que passa aqui, e ela nunca pode atravessar o CLP
59
-K214
→
-H2+
vermelho
Quem acende o sinaleiro é o relé
AtençãoO +24 V do contato do -K2 (fio 58) vem da RÉGUA, nunca da saída do CLP. Puxar do borne da saída funciona na bancada com lâmpada e queima o relé de saída no painel, onde a carga é bobina de contator.
Terminou quandoForçando só a Y0, nada acende — falta a Y1. Com as duas ligadas, o -K1 clica e o caminho abre. Forçando a Y2, o -K2 clica e o -H2 acende
10
Controlador de temperatura e a chave Manual/Automático
30 min
Fios 70 a 75, mais o fio 40. É a parte que prova a promessa do painel: a estufa produz com o CLP desligado. A seletora -S10 escolhe quem comanda o sinaleiro do queimador — a saída Y0 do CLP (via -K1), ou o contato do controlador -A5, que olha o próprio termopar -R1.
Fio
De
Para
Cor
Observação
70
-X13
→
-A524V
vermelho
Alimenta o controlador
71
-X18
→
-A50V
preto
72
-R1+
→
-A5TC+
compensado K
Termopar PRÓPRIO do controlador. Aqueça a ponta com a mão: se a leitura descer, inverta os dois fios
73
-R1-
→
-A5TC-
compensado K
74
-S914
→
-A5OUT-C
vermelho
O controlador só consegue pedir calor DEPOIS da chave de segurança — igual ao CLP
75
-A5OUT-NA
→
-S102
vermelho
Caminho MANUAL — não passa por relé nenhum do CLP, e é por isso que ele continua funcionando com o CLP desligado
40
-S10C
→
-H1+
vermelho
O sinaleiro do queimador é comandado pela seletora, não direto pelo CLP
AtençãoO comum do contato do controlador (fio 74) vem da chave de segurança, não da régua. Ligá-lo direto no +24 V faria o modo manual ignorar a segurança — que é exatamente o que o projeto inteiro existe para impedir.
Terminou quandoCom -S10 em MANUAL e o CLP DESLIGADO, aquecer o termopar com a mão faz o sinaleiro do queimador apagar quando passa do setpoint
11
O caminho digital da temperatura
15 min
Fios 64 e 65. O módulo -A6 já está encaixado na lateral do CLP desde o passo 2. O barramento lateral leva os dados, mas NÃO a alimentação: ele precisa de 24 VDC nos bornes L+ e L- (folha da Delta: POWER INPUT 24Vdc 2W). Só o segundo termopar -R2 se liga nele, no canal 1. A partir daqui existem DUAS medições independentes do mesmo ponto: a do controlador, que manda no queimador, e a do CLP, que informa o aplicativo.
Fio
De
Para
Cor
Observação
66
-X15
→
-A6L+
vermelho
Alimentação do módulo. O barramento lateral leva os DADOS, não a energia — a folha da Delta diz POWER INPUT 24Vdc 2W. Sem estes dois fios o módulo não liga e o app fica sem temperatura nenhuma
67
-X110
→
-A6L-
preto
Retorno da alimentação do módulo
64
-R2+
→
-A6CH1+
compensado K
Segundo termopar, independente do primeiro. Este é o que o aplicativo mostra
65
-R2-
→
-A6CH1-
compensado K
AtençãoDa ponta do termopar até o borne do módulo tudo tem de ser cabo compensado tipo K. Um pedacinho de fio de cobre no meio cria uma junta nova e desloca a leitura inteira sem dar sintoma nenhum.
Terminou quandoNo WPLSoft, o registrador D do canal 1 muda quando você aquece a ponta do -R2 com a mão. Se o número DESCER, os dois fios estão invertidos
12
Comunicação
10 min
Fios 60 a 63. Os dois primeiros são fios que você passa, do COM2 do CLP ao conversor. Os dois últimos são cabos prontos: o USB que veio com o conversor e o cabo de programação da Delta, que é outro e se compra à parte.
Fio
De
Para
Cor
Observação
60
-A1COM2+
→
-A3T+/A
cinza
RS-485
61
-A1COM2-
→
-A3T-/B
cinza
62
-A3USB
→
-A4USB
cinza
Cabo que vem junto com o conversor. Não se monta, só se pluga
63
-A4PROG
→
-A1PROG
cinza
Cabo de programação Delta. É outro cabo, comprado à parte, e sem ele o CLP chega e fica na caixa
AtençãoSe der timeout no teste, inverta T+/A com T-/B antes de investigar qualquer outra coisa: resolve metade dos casos em 30 segundos.
Terminou quandoO LED PWR do conversor acende, e o Windows cria uma porta COM
13
Identifique tudo
30 min
Anilha com o número do fio nas duas pontas, e etiqueta com a tag ao lado de cada componente. Parece exagero numa bancada — não é: você vai mexer nela muitas vezes, e daqui a três meses não vai lembrar qual fio é qual.
Terminou quandoNenhum fio sem anilha nas duas pontas
14
Confira antes de energizar
15 min
Multímetro em continuidade: nenhum curto entre +24 V e 0 V na régua. Depois energize só a fonte, confirme 24,0 V, e só então encaixe o CLP.
AtençãoEnergizar tudo de uma vez e torcer é como dar partida sem óleo: funciona algumas vezes.
Terminou quandoResistência alta entre -X1:1 e -X1:6, e 24,0 V na saída da fonte
Antes de começar: baixe o software
WPLSoft é o programa que grava o ladder no DVP-28SV11R2. É gratuito e vem da
própria Delta:
Baixe só do site da Delta. Existem muitos blogs oferecendo o instalador
"já ativado" — esse programa vai conversar com um equipamento que comanda gás, e
não é onde se economiza confiança.
Ele tem simulador embutido: dá para escrever e testar o ladder inteiro antes
do CLP chegar. Se você está esperando a entrega, comece por aí.
Quando terminar a montagem
Volte para a página da bancada e siga o roteiro de testes, na ordem. Os três
primeiros testes só precisam do WPLSoft; o quarto usa
npm run ler-clp, que lê o CLP e imprime — sem gateway,
sem servidor e sem aplicativo. É ele que separa problema de fiação de problema
de software.